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Motivos para investir na divisão de pastos

Fonte: PRODAP, adaptado Equipe IEPEC

O tamanho dos pastos tem relação direta com os resultados financeiros do sistema produtivo de pecuária. Afinal, a adequada divisão dos pastos garante o correto pastejo, o máximo aproveitamento da forragem e impede o pastejo heterogêneo.

Mas será que vale a pena investir tempo e dinheiro em divisão de pastos?

1 – Pastagem em Pastos Extensos

Pastos extensos sofrem com a irregularidade do pastejo, que é bastante elevado nas áreas próximas ao cocho e aguada e pouco intenso nas áreas mais distantes.

O animal se desloca facilmente até 250m e tolera até 500m, pastos que tenham distancias maiores serão afetados com a desuniformidade do pastejo. Com isso, o aproveitamento da massa de forragem será inadequado, principalmente, em áreas mais distantes da aguada e do cocho (Figura 1)

Pastejo em Pastos Extensos
Figura 01 – Pastejo em pastos extensos

Na época das águas, pastos com dimensões acima do recomendado, atendem as necessidades de suporte. Entretanto, na época da seca tem-se os dois extremos, áreas super pastejadas com poucas folhas e áreas do fundo do pasto – onde o gado não foi, pois não houve necessidade – sementeadas e com o pasto muito alto, sendo de baixa qualidade nutricional.

2 – Problemas do Pastejo Irregular

A degradação ocasionada pelo super pastejo gera inúmeros problemas, por exemplo:

  • Aumento da presença de invasoras e cupins
  • Redução da altura da parte aérea e encurtamento das raízes da forrageira

Resultando em lentidão no processo de rebrote, posterior morte da planta e erosão do solo, tornando-se gradualmente improdutivo com o decorrer do tempo.

3 – Consequências da Degradação da Pastagem

Os problemas causados pelo tamanho inadequado dos pastos provocam a redução da área efetivamente empastada, devido a morte da pastagem e ao desgaste do solo no longo prazo, o que aumenta o custo/ha.

Também ocorrerá a diminuição do suporte da fazenda, que provocará a redução do rebanho, além de afetar o desempenho do mesmo.

Além destes fatores, os gastos com limpeza do pasto aumentam nas áreas super pastejadas e, dependendo do nível de degradação, ocorrerão despesas ainda, com a recuperação de áreas afetadas.

Solução – Divisão de pastos, que deve levar em consideração:

  • O tipo e o suporte da forragem
  • O tipo de solo e condição de drenagem
  • A topografia
  • O possível aproveitamento das cercas
  • O acesso às aguadas e ao cocho (se compartilhado)
  • Eventuais investimentos em captação e redistribuição de águas
  • Custo total do investimento


A adequação do tamanho dos pastos, não só evita prejuízos como também permite a implantação de um sistema de manejo de desponte/repasse (Figura 2), otimizando a eficiência do pastejo, o desempenho do rebanho e consequentemente o resultado financeiro da operação.

Pastejo Rotacionado
Figura 02 – Pastejo rotacionado

O tamanho dos pastos deixa de ser problema e passa a ser solução. Todo o cenário de perda e prejuízos que pastos grandes podem causar é dessa forma evitado e ainda por cima, possibilita-se um aumento na performance do rebanho, trazendo retorno aos recursos investidos.

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